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Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Jardim vertical: Maior parede viva de Londres melhora o ambiente da capital do Reino Unido

Mäyjo, 27.12.13

No mês passado mês foi inaugurada em Londres a maior parede viva da cidade, um extenso jardim vertical que foi concebido para melhorar o ambiente da movimentada capital do Reino Unido através da captura de poluentes e da redução do risco local de inundações, para além de alegrar a paisagem com as cores vibrantes das suas folhas e flores.

A parede de 21 metros de altura é constituída por 16 toneladas de solo que sustêm 10.00 fetos e plantas herbáceas. Foi erguida na lateral do hotel “The Rubens at the Palace“, localizado no bairro de Victoria defronte do palácio de Buckingham, residência oficial da família real britânica na capital do Reino Unido.

A densa vegetação do vasto jardim vertical vai favorecer a qualidade do ar na zona através da captura de poluentes microscópicos como as PM10 que, em quantidades elevadas, provocam problemas respiratórios.

“A parede ajudará a melhorar a saúde respiratória das pessoas que vivem em Victoria e que a visitam ao absorver poluentes, uma importante propriedade da parede, dada a acumulação de dados demonstrando o quão prejudiciais para a saúde humana podem ser as partículas”, afirma Armando Raish, da Treebox, empresa responsável pela instalação do jardim.

Por outro lado, a “The Rubens at the Palace Green Wall” foi concebida para aproveitar a água da chuva que se acumula no telhado do edifico, diminuindo o risco de inundações, que constituem um problema no bairro. Com efeito, a água é encaminhada para dois tanques de armazenamento com uma capacidade de 10.000 litros, sendo depois canalizada através da parede de forma a regar a vegetação.


Por fim, as numerosas plantas com período de floração em diferentes estações do ano, darão um rico colorido à estrutura verde que, para além de ser agradável esteticamente, atrairá animais como aves, borboletas e abelhas.  

“Como resultado da variedade de plantas usadas na sua construção, esperamos que a parede viva do Rubens at the Palace aumente significativamente o número e diversidade de insetos nesta parte de Victoria, ajudando a promover a biodiversidade e devolvendo a natureza a este ambiente urbano”, refere Armando Raish. 

A ideia de construir o impressionante jardim vertical surgiu após um estudo Victoria Business Improvemente District (Victoria BID), uma organização formada por empresas localizadas no bairro, ter identificado a área como local ideal para a criação de um novo espaço verde, é explicado no respetivo website.

Ruth Duston, diretora da Victoria BID, justifica a pertinência da iniciativa com o objetivo de atingir a sustentabilidade da área: “Embora as infraestruturas verdes melhorem inevitavelmente a estética da área, também têm um impacto positivo considerável na sua sustentabilidade a longo prazo”.

 


 

Assista a um vídeo da "edificação" da "The Rubens at the Palace Living Wall" 

Fonteswww.victoriabid.co.uk e www.treehugger.com

 

in: Naturlink

As oito soluções para reduzir a fome no mundo até 2050

Mäyjo, 27.12.13

As oito soluções para reduzir a fome no mundo até 2050

 

Um estudo elaborado pelo Instituto de Recursos NaturaisPrograma de Desenvolvimento das Nações UnidasPrograma Ambiental das Nações Unidas (UNEP, na sigla inglesa) e o Banco Mundial revela que o mundo vai precisar, em 2050, de mais 70% de alimentos que os produzidos hoje, de maneira a satisfazer as necessidades de alimentação de uma população mundial que atingirá os 9,6 mil milhões de habitantes.

Além de indicar a crescente necessidade de alimentação, o World Resources Report: Creating a Sustainable Food Future, que foi apresentado na 3ª Conferência para a Agricultura, Alimentação, Segurança de Nutrição e Alterações Climáticas em Joanesburgo, revela que é possível suprir as necessidades alimentares da população e criar, ao mesmo tempo, um ambiente mais saudável através de melhorias na forma de produção e consumo da comida.

“O desperdício de mais de 1,3 mil milhões de toneladas de comida todos os anos, que equivale a cerca de um bilião de dólares (€736 mil milhões), está a gerar grandes perdas económicas para o mundo, ao passo que aumenta a pressão sobre os recursos naturais necessários para alimentar o planeta”, afirma o director-executivo do UNEP, Achim Steiner.

Neste sentido, o relatório indica várias medidas para a redução da fome até 2050, que se destacam em dois grandes grupos: redução do consumo excessivo e a melhoria da produção dos alimentos.

No que concerne à redução do consumo excessivo, caso se reduzisse até 2050 o desperdício de alimentos para metade conseguir-se-ia diminuir em 20% as necessidades de alimentação (1ª solução). A mudança de dieta também poderia ajudar a suprimir as necessidades alimentares (2ª), nomeadamente através da redução do consumo de produtos de origem animal, que pouparia milhares de hectares de floresta, que de outra maneira serão abatidas para o cultivo de plantações. Alcançar um outro nível de reposição da fertilidade (3ª) pode também ajudar a suprimir a fome. Implementar políticas de controlo de natalidade e de educação sexual (4ª) ajudaria a colmatar a necessidade de alimento em cerca de 25% na região da África Subsariana.

Em relação às práticas agrícolas que podem ser melhoradas, o documento destaca a melhoria da gestão da água (5ª) e do solo (6ª), o aperfeiçoamento da produtividade das terras de pastagens (7ª), o uso de terras degradadas, potencializar os agricultores menos rentáveis e evitar deslocações de terrenos agrícolas para locais diferentes (8ª).

“Desde a redução do desperdício de comida à melhoria das práticas agrícolas, alimentar uma população em crescimento requer acções em várias frentes de forma simultânea”, considera o director para a agricultura e serviços ambientais do Banco Mundial, Juergen Voegele.

 

Foto:  fred_v / Creative Commons

Químicos canadianos identificam novo gás com efeito de estufa sete mil vez mais potente que o CO2

Mäyjo, 27.12.13

Químicos canadianos identificaram um novo gás com efeito de estufa que é sete mil vezes mais potente que o CO2, é comunicado na revista Geophysical Research Letters. A perfluorotributilamina é um composto químico criado para utilização na indústria e que não está regulamentado. Por existir em baixas concentrações na atmosfera não é, para já, um problema mas constitui um alerta para um tipo de químicos industriais cujo impacto no clima desconhecemos e cuja emissão não está a ser controlada.

A perfluorotributilamina, ou PFTBA, é um composto que pertence à classe das perfluoroalquiloaminas e que tem vindo a ser utilizado desde meados do século XX na produção de transístores, por exemplo, informa o jornal britânico The Guardian.

Angela Hong (University of Toronto) e os colegas determinaram a sua concentração atmosférica em Toronto e mediram o seu impacto no clima como gás com efeito de estufa, que se desconhecia.

Os resultados revelaram uma muito baixa concentração atmosférica de PFTBA quando comparada com a de CO2, mais precisamente 0.00018 ppm versus 400 ppm. No entanto, a capacidade do PFTBA aquecer a Terra num período de 100 anos é 7100 vezes superior à do CO2.

Por outro lado, verificou-se que o PFTBA persiste na atmosfera durante 500 anos e não existem mecanismos naturais de absorção como acontece no caso do dióxido de carbono.

“Isto é um aviso para nós de que este gás pode ter um impacto muito grande nas alterações climáticas – se existisse em grandes quantidades, refere Drew Schindell (Goddard Institute for Space Studies), que não participou no estudo. “Como não existe em grandes quantidades agora, não temos de nos preocupar com ele no presente, mas temos de ter a certeza de que não aumenta de forma a contribuir em grande para o aquecimento global".

Por seu lado, Angela Hong afirma: “Individualmente, numa perspetiva climática, a concentração atmosférica de PFTBA não altera de forma significativa o fenómeno das alterações climáticas”. O importante, no entanto, é que “individualmente, cada molécula é potencialmente capaz de afetar o clima, e como tem um período de vida tão longo, apresenta um efeito de longa duração”.

Angela Hong refere que o PFTBA é “toque de despertar” para a necessidade de saber mais sobre os impactos no clima dos químicos usados industrialmente e da sua regulamentação.

“O PFTBA é apenas um exemplo de um químico industrial que é produzido sem que exista legislação de controlo da produção, uso ou emissão”, refere a investigadora que assina o artigo em primeiro lugar. “Não está a ser regulado por nenhum tipo de política climática”.

Aceder ao resumo do artigo científico Perfluorotributylamina: A novel long-lived-greenhouse gas”

Fontes: http://www.guardian.co.uk e http://onlinelibrary.wiley.com

O local mais frio do planeta

Mäyjo, 27.12.13

O local mais frio do planeta

 

O local mais frio do planeta situa-se no planalto leste da Antárctida, num cume elevado, onde as temperaturas podem descer até menos 92ºC em várias grutas durante uma noite limpa de inverno.

Os cientistas do National Snow and Ice Data Center fizeram a descoberta enquanto analisavam detalhados mapas da superfície terrestre, que foram elaborados com dados a partir de sensores remotos de satélites, incluindo o sensor MODIS, alocado no satélite Aqua da NASA, e o TIRS, colocado no Landsat 8, um projecto conjunto da NASA e do US Geologial Survey.

Os investigadores analisaram 32 anos de dados provenientes dos diferentes satélites que monitorizam a temperatura da superfície da Antárctida, refere o Live Leak. Este cume fica localizado entre o Monte Arugs e o Monte Fuji. A temperatura mais baixa foi registada em Agosto de 2010, quando os sensores dos satélites registaram temperaturas de menos 93,2 graus Celsius.

Este novo valor é mais baixo vários graus que a antiga temperatura mais baixa registada, de cerca de menos 89,2 graus Celsius. Este valor havia sido registado em 1983 na Estação Russa de Investigação de Vostok, no este da Antárctida.

Embora estes tenham sido as temperaturas mais baixas do planeta registadas pelos sensores dos satélites, os locais permanentemente habitados com as temperaturas mais baixas registadas ficam localizadas no noroeste da Sibéria, onde os valores desceram até cerca de menos 67,8 graus Celsius nas cidades de Verkhoyansk, em 1892, e em Oimekon, em 1933.

Siemens recebe maior pedido mundial de sempre para energia eólica

Mäyjo, 27.12.13

Siemens recebe maior pedido mundial de sempre para energia eólica

 

A multinacional alemã Siemens anunciou no dia 16 de dezembro ter recebido a maior encomenda mundial de sempre para energia eólica, um pedido que engloba o fabrico de 448 turbinas eólicas com capacidade para 1.050 megawatts.

As turbinas terão uma potência nominal de 2,3 MW cada e diâmetro de rotor de 108 metros e devem ser instaladas em cinco projectos diferentes no Iowa, nos Estados Unidos.

Em comunicado, a Siemens explicou que as turbinas serão fornecidas à MidAmerican Energy, num negócio que será o maior de sempre da indústria eólica. Ainda que não tenha divulgado números, a Siemens explicou que ficará também responsável pelos serviços e manutenção das turbinas eólicas.

O Iowa é um dos estados norte-americanos que lideram na energia eólica. Em 2012, 24% do total de geração de energia, em todo o estado, veio por fontes eólicas. Por outro lado, a nova encomenda irá fornecer 660 mil casas com energia renovável, num projecto que estará completo em 2015.

Recorde-se que o estado do Iowa está também prestes a receber o seu maior parque solar, uma infra-estrutura que será instalada por uma cooperativa rural na comunidade de Frytown. A construção estará concluída em Março de 2014 e irá satisfazer 15% das necessidades energéticas das 600 pessoas da cidade.